segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Boa Viagem!

Numa repartição pública, nem sempre o novo chefe é abraçado por sua equipe. Muito por, de repente, querer dar novo ritmo ao trabalho e os acomodados passarem a se incomodar. Em outros casos,älguns estariam a esperar a "fila andar" e o estrangeiro a fura, com todo o respaldo superior. Mas o pior dos casos é quando o chefe em si vem a pertubar o bom trabalho.
Neste último, o pavão chega radiante, sem conhecer muito bem o trabalho, no entanto vem cheio de palpites, afinal ele precisa ter o comando do grupo. Distribui as regras, trabalha pouco e deixa os companheiros revoltados.
E repito, esta é a pior chefia. Afinal quem perde é o bem público, a produção que atrasa, e os seus verdadeiros trabalhadores incansáveis começam a se cansar, e perder a empolgação por seu produto, e daí vem as fofocas. Estas são terríveis para o trabalho coletivo, e o mau chefe começa a ver seus funcionários agora interessados em "fazer a sua parte", "resolver o seu problema" e, a primeiro momento ele se ilude, joga a culpa nos seus maus funcionários, se destaca. Mal sabe ele que aos poucos o trabalho acaba, e ele já não é mais chefe de nada, não tem do que prestar contas. Seu plano de carreira vai para o buraco.
Quando chega a esse ponto, me pergunto se apenas trocar a chefia resolverá o problema, mas é o primeiro pensamento, sem dúvida. Mas o pavão é malandro, o bom malandro carioca, e neste caso até que ver seus conxavos funcionarem torna-se um alento. Que se vá, achar sua Pasárgada. É bom! Lá ele é amigo do rei, possivelmente tem as mulheres que quer, e já faz parte da corte, seu sonho juvenil! Boa viagem! Mande notícias!

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